domingo, 1 de dezembro de 2013

FILME - LUTERO



O filme Lutero retrata a trajetória de Martim Lutero, o grande inspirador da reforma protestante que ocorreu no Século XVI. Lutero sempre alimentou o desejo de ser padre e se tornou doutor em teologia, mas a sua profunda religiosidade tomou caminhos revolucionários que confrontaram diretamente a Igreja Romana, então o poder absoluto daquela época.
Em geral um filme biografia é tomado por um excessivo romantismo e no caso de Lutero não foi diferente. Diversos momentos do filme exageram na elevação do homem Lutero, ao construir a imagem de um homem tomado de dúvidas arrasadoras e que dialoga com o diabo. Não podemos deixar de apreciar a grandeza de Lutero, mas precisamos de lucidez ao analisar os fatos. Em verdade Lutero foi um homem pragmático que sabia do tamanho de suas intenções e obra. Cruzar o caminho da Igreja não foi uma tarefa trivial e certamente Lutero tinha conhecimento dos obstáculos que estavam a sua frente. Ele tirou do seu caminho tudo o que poderia prejudicar a sua grande obra e não exitou em confrontar seus próprios amigos quando a reforma tomou caminhos violentos, como a agressão contra Igrejas.
Lutero foi um predestinado. Ele sabia que mudaria o mundo e avisou o seu tutor. Deixou claro que não deveria existir espanto se ele de fato conseguisse mudar o mundo. Começou a sua busca e embora fosse um religioso convicto, caiu em profunda decepção ao visitar Roma. Ao visitar o centro do catolicismo se revoltou com a forma como os fieis eram tratados e na grande indústria da indulgência então criada. Viu homens e mulheres em precárias condições darem tudo o que tinham em troca do caminho ao Paraíso. Já naquele momento Lutero tinha em mente que o Paraíso deveria ser acessível a todos os homens, independente de suas condições e posses.
Os sentimentos de Lutero foram resumidos em suas 95 Testes. Esse grande documento foi pregado pessoalmente por ele nas portas da Catedral de Wittemberg. A partir daquele momento suas convicções passaram a ser públicas e confrontaram diretamente a Igreja. Roma imediatamente o chamou para um interrogatório, mas com a oportuna intervenção do Príncipe Frederico o julgamento não ocorreu em Roma. Naquele momento era consenso entre todos a volta de Lutero que uma confrontação não seria oportuna. Inclusive seus amigos mais próximos o aconselharam a evitar a confrontação. Lutero relutou em dar uma resposta e pediu mais tempo. No dia seguinte a pergunta foi repetita insistentemente e Lutero finalmente respondeu que a Igreja deveria provar que as suas ideias estavam erradas. A partir daquele momento Lutero seguiu um caminho difererente e bem distante da Igreja.
O Príncipe Frederico articulou uma estratégia para Lutero ser capturado antes que a Igreja o capturasse. Isolado, Lutero traduziu a bíblia para o Alemão e enquanto isso, seus seguidores, inclusive amigos mais íntimos deram andamento a revolução, porém de um modo mais agressivo, o qual contrariou Lutero. Ao tomar conhecimento, Lutero foi imediatamente contra os seus amigos e tenta reestabelecer a ordem.
Embora Lutero tivesse boas intenções, ele não impediu o banho de sangue que a reforma provocou. As confrontações foram inevitáveis e muitas pessoas morreram em defesa de uma ou outra parte.
Vale ressaltar que o filme foi financiado pela Thrivent Financial for Lutherans. Uma organização sem fins lucrativos que busca apoiar iniciativas que promovam o Luteranismo.

FILME - JOANA D'ARC


Em 1412, nasce em Domrémy, França, uma menina chamada Joana (Milla Jovovich). Ainda jovem, ela desenvolve uma religiosidade tão intensa que a fazia se confessar algumas vezes por dia. Eram tempos árduos, pois a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra se prolongava desde 1337. Em 1420, Henrique V e Carlos VI assinam o Tratado de Troyes, declarando que após a morte de seu rei a França pertencerá a Inglaterra. Porém, ambos os reis morrem e Henrique VI é o novo rei dos dois países, mas tem poucos meses de idade e Carlos (John Malkovich), o delfim da França, não deseja entregar seu reino para uma criança. Assim, os ingleses invadem o país e ocupam Compiègne, Reims e Paris, com o rio Loire detendo o avanço dos invasores. Carlos foge para Chinon, mas ele deseja realmente ir para Reims, onde por tradição os soberanos franceses são coroados, mas como os ingleses dominam a região, isto se torna um problema. Até que surge Joana que, além de se intitular a "Donzela de Lorraine" tinha uma determinação inabalável e dizia que estava em uma missão divina, para libertar a França dos ingleses. Desesperado por uma solução, o delfim resolve lhe dar um exército, com o qual ela recupera Reims, onde o delfim é coroado Carlos VII. Mas se para ele os problemas tinham acabado, para Joana seria o início do seu fim.

FILME  - O NOME  DA ROSA


A Baixa Idade Média (século XI ao XV) é marcada pela desintegração do feudalismo e formação do capitalismo na Europa Ocidental. Ocorrem assim, nesse período, transformações na esfera econômica (crescimento do comércio monetário), social (projeção da burguesia e sua aliança com o rei), política (formação das monarquias nacionais representadas pelos reis absolutistas) e até religiosas, que culminarão com o cisma do ocidente, através do protestantismo iniciado por Martinho Lutero na Alemanha em 1517.
Culturalmente, destaca-se o movimento renascentista que surgiu em Florença no século XIV e se propagou pela Itália e Europa, entre os séculos XV e XVI. O renascimento, enquanto movimento cultural, resgatou da antigüidade greco-romana os valores antropocêntricos e racionais, que adaptados ao período, entraram em choque com o teocentrismo e dogmatismo medievais sustentados pela Igreja.
No filme, o monge franciscano representa o intelectual renascentista, que com uma postura humanista e racional, consegue desvendar a verdade por trás dos crimes cometidos no mosteiro. 
INQUISIÇÃO - BREVE RESUMO



A Inquisição, ou Santa Inquisição foi uma espécie de tribunal religioso criado na Idade Média para condenar todos aqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica.

Fundado pelo Papa Gregório IX, o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição mandou para a fogueira milhares de pessoas que eram consideradas hereges (praticante de heresias; doutrinas ou práticas contrárias ao que é definido pela Igreja Católica) por praticarem atos considerados bruxaria, heresia ou simplesmente por serem praticantes de outra religião que não o catolicismo.

A verdade é que embora o apogeu da Inquisição tenha se dado no século XVIII, as perseguições aos hereges pelos católicos, têm registros bem mais antigos. No século XII os “albigenses” foram massacrados a mando do Papa Inocêncio III que liderou uma cruzada contra aqueles que eram considerados os “hereges do sul da França” por pregarem a volta da Igreja às suas origens e a rejeição a opulência da Igreja da época.

Em 1252, a situação que já era ruim, piora. O Papa Inocêncio IV publica um documento, o “Ad Exstirpanda”, onde autoriza o uso da tortura como forma de conseguir a conversão. O documento é renovado pelos papas seguintes reforçando o poder da Igreja e a perseguição.

A Inquisição tomou tamanha força que mesmo os soberanos e os nobres temiam a perseguição pelo Tribunal e, por isso, eram obrigados a ser condizentes. Até porque, naquela época, o poder da Igreja estava intimamente ligado ao do estado.

Mais terrível que qualquer episódio da história humana até então, a Inquisição enterrou a Europa sob um milênio de trevas deixando um saldo de incontáveis vítimas de torturas e perseguições que eram condenadas pelos chamados “autos de fé” – ocasião em que é lida a sentença em praça pública.

Galileu Galilei foi um exemplo bastante famoso da insanidade cristã na Idade Média: ele foi perseguido por afirmar através de suas teorias que a terra girava em torno do sol e não o contrário. Mas, para ele o episódio não teve mais implicações. Já outros como Giordano Bruno, o pai da filosofia moderna, e Joana D’Arc, que afirmava ser uma enviada de Deus para libertar a França e utilizava roupas masculinas, foram mortos pelo Tribunal do Santo Ofício.

Uma lista de livros proibidos foi publicada, o ”Index Librorum Prohibitorum” através da qual diversos livros foram queimados ou proibidos pela Igreja.

O Tribunal era bastante rigoroso quanto à condenação. O réu não tinha direito à saber o porquê e nem por quem havia sido condenado, não tinha direito a defesa e bastavam apenas duas testemunhas como prova.

O pior período da Inquisição foi durante a chamada Inquisição Espanhola (Século XV ao Século XIX). De caráter político, alguns historiadores afirmam que a Inquisição Espanhola foi uma forma que Fernando de Aragão encontrou de perseguir seus opositores, conseguir o poder total sobre os reinos de Castela e Aragão (Espanha) e ainda expulsar os judeus e muçulmanos.